20/12/2010

Meu Natal On-Line

Amigos,
Sei que em 2011 retornarei muitas vezes para verificar se estou realmente seguindo a metodologia proposta no meu projecto de dissertação. Além disso, noto muitas visitas neste espaço, o que me faz ficar muito feliz e motivada a mantê-lo actualizado.

Ainda não sei qual estratégia seguir... Mas, certamente encontrarei uma que possa satisfazer as expectativas do meu público leitor.
Sobre o vídeo, peço desculpas por não ser algo profissional, pois é mais uma de minhas tentativas em produtos multimédia.

FELIZ NATAL E SINCEROS VOTOS DE FELIZ ANO NOVO!



08/03/2010

Reflexão sobre a Disciplina de Metodologia de Investigação

O meu percurso na disciplina decorreu normal, embora inicialmente ficasse um pouco assustada com a quantidade de assuntos que havíamos de pesquisar. No entanto, com o apoio da professora e com as discussões originadas nos fóruns, finalmente, todos foram expostos e clarificados conforme fomos registando nossas idéias e expectativas.

Acredito que a Unidade de Metodologia de Investigação é de grande valia para meu aprendizado e trajetória como pesquisadora que pretendo ser em Formação de professores, Tecnologia Educacional e Educação a Distância. Particularmente gostei da idéia de registrar o percurso da disciplina num e-fólio por entender ser um instrumento de avaliação inovador, onde o processo fica registado, organizado e contendo um acervo bibliográfico de modo a poder consultá-lo em qualquer lugar e espaço de tempo. Além disso, a possibilidade de acesso aos demais e-fólios dos colegas, formando uma rede colaborativa de investigadores para um fim comum, foi uma estratégia bastante positiva no percurso dessa Unidade Curricular.

Na realização do e-fólio, procurei garantir a organização cronológica, desde os primeiros temas de estudo. Embora não muito assídua nas publicações, procurei expor todos os temas discutidos, inclusive algumas intervenções e participação nos fóruns de discussão.

Os fóruns foram importantes recursos de troca de experiências, atualizações e contribuições advindas de todos os colegas. A única crítica que tenho a fazer neste item é em relação às longas contribuições apresentadas em forma de textos, que, embora contendo muitas e boas informações, não me possibilitaram maiores reflexões sobre o seu conteúdo.

Quanto ao meu grupo de estudo formado por Marcos Vezzani e João Roubaud, foi importante no sentido de compartilharmos assuntos que ainda eram desconhecidos para mim. Embora com alguns desencontros com o colega João, conseguimos discutir e realizar os trabalhos que nos foram propostos. Agradeço especialmente o apoio do colega Marco Vezzani, pela atenção às minhas dúvidas e principalmente por compartilhar sua experiência acumulada como professor de Metodologia de Investigação na PUC de Goiânia.

06/03/2010

A investigação baseada no planeamento (Design-Based Research - DBR)

Com base no que li e pesquisei no fórum de discussão e outras fontes, penso que a aprendizagem baseada na investigação, (Design-Based Research-DBR), pressupõe a colaboração entre professores e investigadores de modo a possibilitar a implementação de propostas didácticas que conseqüentemente venham a aumentar a motivação para a aprendizagem dos alunos. Neste sentido, o design desempenha um papel crítico no desenvolvimento da teoria, do planeamento e da avaliação. Clementino, (2006).
Wang e Hannafin (2005) descrevem a metodologia por meio de DBR, sob cinco características básicas que orientam a pesquisa relacionada ao design:

1) Pragmática/intervencionista - Pesquisadores se dirigem a questões práticas para promover compreensão fundamental sobre design, aprendizagem e ensino. A pesquisa tem como pressuposto, a intervenção no mundo real.

2) Situada - A pesquisa é situada tanto na literatura disponível quanto no contexto do mundo real. Antes de iniciar a pesquisa, os pesquisadores precisam fazer uma ampla pesquisa na literatura, buscando casos de design elacunas a serem pesquisadas. Por outro lado, a pesquisa acontece situada em seu contexto real em que os participantes interagem e não em cenários de laboratório.

3) Interativa, iterativa e flexível - É interativa, já que os pesquisadores trabalham em parceria com as pessoas envolvidas na prática de ensino- aprendizagem, identificando abordagens e desenvolvendo princípios para as soluções pedagógicas.

É iterativa, porque a pesquisa é caracterizada ciclos intermitentes de design, realização ou implementação, análise e (re) design. É flexível, uma vez que os designs devem comportar mudanças ao longo do processo de pesquisa.

4) Integrativa- A pesquisa é realizada a partir de uma variedade de abordagens e métodos tais como entrevistas, painel de especialistas, estudo de caso, avaliação, etc.

(5) Contextual - Embora os resultados da pesquisa estejam relacionados a um contexto específico, eles não se limitam a prescrever atividades a serem seguidas, transcendendo ao problema do cenário de pesquisa para orientar os designers no desenvolvimento de teorias e geração de novos resultados.

De acordo com Ramos e Struchiner (2008), a pesquisa baseada em design gera conhecimentos distintos daqueles gerados em abordagens tradicionais. Essa metodologia vem sendo adotada há alguns anos em pesquisas no mundo inteiro, e também no Brasil, que mesmo de modo menos acelerado tem gerado conhecimentos significativos, tanto em relação ao contexto particular da pesquisa, quanto ao processo de design de modo geral.

Referências Bibliográficas

Celementino, A. Etapas do planeamento. Universidade Federal de Juiz de Fora (2006)

Instruccional Design Models. Disponível em: http://carbon.ucdenver.edu/~mryder/itc/idmodels.html, acedido em 27/02/10.

Ramos, P. e S. Miriam (2008). Pesquisa e Desenvolvimento de um Ambiente Virtual para o Ensino de Medicina e Psicologia na Análise Preliminar de Processos de Disigner.Universidade Federal do rio de Janeiro, RJ. http://www.abed.org.br/congresso2008/tc/5112008113754AM.pdf, acedido em 27/02/10.

Wang, F., & Hannafin, M. J. (2005). Design-based research and technology-enhanced learning environments. Educational Technology Research and Development, 53(4), 5-23. http://projects.coe.uga.edu/dbr/explain01.htm#references, acedido em 27/02/10.

Análise da Entrevista

Introdução

Segundo Bardin (2009, p. 44), análise de conteúdo é o “conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens”.
Partindo desse conceito procuramos realizar a análise do conteúdo da entrevista realizada por mim e pelo colega Marco Antônio Vezzani. A seguir contextualizarei o tema da análise, as categorias e subcategorias nas quais nos debruçamos a fim de tentarmos distinguir algumas unidades do contexto.

Contexto
O colega Marco Vezzani construiu uma análise a meu ver bastante correcta, na qual revela respostas às questões abertas e semi-estruturadas de acordo com a temática escolhida. Ou seja: “a utilização das redes sociais por parte de docentes, em actividades lectivas e não lectivas”.
Por se tratar de um exercício, obviamente busquei comparar a análise da entrevista realizada pelo colega Marco, com a análise da entrevista realizada por mim.

Inicialmente percebi alguma diferença na formação da nossa entrevistada, pois realizei a minha entrevista com uma professora de Língua Portuguesa e Literatura do Brasil, que atende uma escola técnica de nível básico. Enquanto que o colega Marco Vezzani realizou sua entrevista com uma professora Especialista e Docente convidada para o Curso de Engenharia do Trabalho da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Embora nossas entrevistadas tenham formações diferentes, busquei analisar nossos pontos convergentes e divergentes nas categorias e sub categorias escolhidas.

Praticamente a escolha das categorias tanto para mim, quanto para o colega, foram as mesmas no que se refere aos indicadores e unidades de registo. No meu caso, para a categoria “Dados Pessoais”, identifiquei como categoria denominada “Perfil” e subdividi o perfil em: “pessoal e profissional”. Já o colega Vezzani criou a categoria “Dados Pessoais” e subcategorias: gênero, idade, formação acadêmica, área de atuação. Vejo aqui uma divergência apenas no que diz respeito à distribuição das subcategorias. Observei e acredito que o colega Marco está correcto em relação à escolha das categorias: “perspectiva em relação s redes sociais” e “uso das redes sociais para o futuro”. Creio que se fizer uma junção com as categorias adoptadas por mim, poderia dizer que a categoria “Grau de acesso as redes sociais” poderia ser adoptada como uma subcategoria do Vezzani.

Notei também na análise do Vezani a escolha de um único tema, que, em relação à minha análise, difere na escolha de quatro temas distintos para cada categoria escolhida. São eles: 1. Dados da entrevistada; 2. A utilização das tecnologias na sala de aula; 3. Utilização das redes sociais por professores em contexto educativo; 4. Influência das redes sociais no ensino-aprendizagem. Por exemplo: para o tema “A utilização das redes sociais por professores em contexto educativo”, escolhi como categoria “quais redes sociais conhece?” e, “Já ouviu falar em outras redes sociais?”. Já o colega Vezzani preferiu identificar as categorias como: 1. Dados pessoais; 2. Formação 3. Senso crítico; 4. Expectativas.

Em relação às categorias “senso crítico” e “expectativa”, creio que essas duas categorias poderiam se adequar ao meu tema, “A utilização das novas tecnologias na sala de aula” e ao meu subtema: “Qual o objetivo do uso das tecnologias na sala de aula?”. Na verdade, se juntarmos as duas entrevistas poderemos obter quase que as mesmas categorias para respostas diferentes, porém, se bem analisadas, creio que podem nos levar a reflectir sobre os mesmos resultados.

Conclusão
No geral das duas entrevistas, percebe-se que as duas professoras entrevistadas acreditam no uso das redes sociais em contexto educativo, desde que haja um incentivo para formação continuada, bem como, disponibilização dessas ferramentas para os professores nas suas respectivas unidades de ensino.

Em outra perspectiva, acredito que as respostas das professores entrevistadas provocaram nos entrevistadores que pesquisar o uso das redes sociais pode levar a outros desdobramentos teórico-práticos, no contexto da dinâmica escolar. Essa idéia se justifica nas respostas às questões das duas entrevistas analisadas.

Pudemos perceber o quanto ainda é necessário que nas escolas, haja um processo de conscientização crítica em relação ao uso das tecnologias da informação e comunicação. Além disso, percebemos que houve um consenso dos professores entrevistados ao mencionarem que toda tecnologia na sala de aula, bem trabalhada, pode complementar o processo de ensino aprendizagem de qualquer área do conhecimento. Bem como, no que diz respeito à formação dos professores, ainda não temos condições suficientes para entender o processo de aprendizagem mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação.

Bibliografia
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Edição Revista e Actualizada. Lisboa: Edições 70, 2009.

09/02/2010

Exercício de Analisar Entrevista

Embora tenha realizado a entrevista em 27/01/2010, o processo de análise está sendo construído. Para ajudar nessa etapa, a professora Alda, disponibilizou no espaço do fórum de discussão uma planilha na qual pudemos iniciar nosso trabalho de análise.

A idéia é fazer uma análise do conteúdo da entrevista realizada, e depois, trocar com um colega a fim de juntarmos possíveis categorias e subcategorias, de modo a passar para uma fase de validação.

Percebi que, no capítulo IV do Livro Análise de Conteúdo (Laurence Bardin), há alguns exemplos que podem nos ajudar na elaboração dessa análise.Desse modo, continuarei essa fase no próximo post.

Realização da Entrevista

Após a criação de um Guião colaborativo pelos estudantes dos Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia, cada Mestrando entrevistou um colega professor.

Os objectivos da investigação foram:

1.Conhecer o que pensam esses professores sobre as redes sociais (Facebook, Myspace, Twitter, Hi 5, etc…)

2. Identificar o modo de participação (hipotética ou real) numa rede social;

3. Evidenciar as expectativas que estes têm sobre o seu uso no ensino.

Embora deveria ser anônima, conseguimos com autorização da entrevistada publicar a imagem, bem como o conteúdo da entrevista transcrito aqui.

05/01/2010

Elaborando um Guião colaborativo

Os ajustes e sugestões feitos pelos demais colegas do Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia tem como objetivo a elaboração de um guião colaborativo.Desse modo, em breve será postado neste blog, o resultado do trabalho que está sendo criado numa Wiki da plataforma Moodle, onde está hospedado nosso curso.

Minha intervenção para o início deste trabalho foi a seguinte:

Olá caros colegas Robaud e Monteiro.

Li a opinião dos dois e concordo, particularmente com o Roubaud na questão dos “porquês nãos”. Embora queiramos saber o quanto às redes sociais são utilizadas em contextos educacionais, penso que numa eventual dissertação precisamos dados, tanto positivos, como negativos. Esses dados podem nos dá mais argumentos para controvérsias que possam surgir pela banca examinadora...

Como estamos simulando uma investigação, creio que esse ensaio deva servir para possíveis adaptações particulares. Portanto, considero as questões pertinentes, e até penso que deveriam ser questões mais abertas, como por exemplo: usa as redes sociais em contexto educativo? Como? Para quê? Ou, se não usa, quais as razões? Desse modo, além de fazer o entrevistado reflectir um pouco mais, suas respostas poderiam nos ajudar a construir a defesa de modo mais democrático, colaborativo, e não apenas pessoal. Posso estar equivocada com essa minha opinião. Se estiver, fiquem à vontade para concordar, ou não.