08/03/2010
Reflexão sobre a Disciplina de Metodologia de Investigação
Acredito que a Unidade de Metodologia de Investigação é de grande valia para meu aprendizado e trajetória como pesquisadora que pretendo ser em Formação de professores, Tecnologia Educacional e Educação a Distância. Particularmente gostei da idéia de registrar o percurso da disciplina num e-fólio por entender ser um instrumento de avaliação inovador, onde o processo fica registado, organizado e contendo um acervo bibliográfico de modo a poder consultá-lo em qualquer lugar e espaço de tempo. Além disso, a possibilidade de acesso aos demais e-fólios dos colegas, formando uma rede colaborativa de investigadores para um fim comum, foi uma estratégia bastante positiva no percurso dessa Unidade Curricular.
Na realização do e-fólio, procurei garantir a organização cronológica, desde os primeiros temas de estudo. Embora não muito assídua nas publicações, procurei expor todos os temas discutidos, inclusive algumas intervenções e participação nos fóruns de discussão.
Os fóruns foram importantes recursos de troca de experiências, atualizações e contribuições advindas de todos os colegas. A única crítica que tenho a fazer neste item é em relação às longas contribuições apresentadas em forma de textos, que, embora contendo muitas e boas informações, não me possibilitaram maiores reflexões sobre o seu conteúdo.
Quanto ao meu grupo de estudo formado por Marcos Vezzani e João Roubaud, foi importante no sentido de compartilharmos assuntos que ainda eram desconhecidos para mim. Embora com alguns desencontros com o colega João, conseguimos discutir e realizar os trabalhos que nos foram propostos. Agradeço especialmente o apoio do colega Marco Vezzani, pela atenção às minhas dúvidas e principalmente por compartilhar sua experiência acumulada como professor de Metodologia de Investigação na PUC de Goiânia.
06/03/2010
A investigação baseada no planeamento (Design-Based Research - DBR)
Wang e Hannafin (2005) descrevem a metodologia por meio de DBR, sob cinco características básicas que orientam a pesquisa relacionada ao design:
1) Pragmática/intervencionista - Pesquisadores se dirigem a questões práticas para promover compreensão fundamental sobre design, aprendizagem e ensino. A pesquisa tem como pressuposto, a intervenção no mundo real.
2) Situada - A pesquisa é situada tanto na literatura disponível quanto no contexto do mundo real. Antes de iniciar a pesquisa, os pesquisadores precisam fazer uma ampla pesquisa na literatura, buscando casos de design elacunas a serem pesquisadas. Por outro lado, a pesquisa acontece situada em seu contexto real em que os participantes interagem e não em cenários de laboratório.
3) Interativa, iterativa e flexível - É interativa, já que os pesquisadores trabalham em parceria com as pessoas envolvidas na prática de ensino- aprendizagem, identificando abordagens e desenvolvendo princípios para as soluções pedagógicas.
É iterativa, porque a pesquisa é caracterizada ciclos intermitentes de design, realização ou implementação, análise e (re) design. É flexível, uma vez que os designs devem comportar mudanças ao longo do processo de pesquisa.
4) Integrativa- A pesquisa é realizada a partir de uma variedade de abordagens e métodos tais como entrevistas, painel de especialistas, estudo de caso, avaliação, etc.
(5) Contextual - Embora os resultados da pesquisa estejam relacionados a um contexto específico, eles não se limitam a prescrever atividades a serem seguidas, transcendendo ao problema do cenário de pesquisa para orientar os designers no desenvolvimento de teorias e geração de novos resultados.
De acordo com Ramos e Struchiner (2008), a pesquisa baseada em design gera conhecimentos distintos daqueles gerados em abordagens tradicionais. Essa metodologia vem sendo adotada há alguns anos em pesquisas no mundo inteiro, e também no Brasil, que mesmo de modo menos acelerado tem gerado conhecimentos significativos, tanto em relação ao contexto particular da pesquisa, quanto ao processo de design de modo geral.
Referências Bibliográficas
Celementino, A. Etapas do planeamento. Universidade Federal de Juiz de Fora (2006)
Instruccional Design Models. Disponível em: http://carbon.ucdenver.edu/~mryder/itc/idmodels.html, acedido em 27/02/10.
Ramos, P. e S. Miriam (2008). Pesquisa e Desenvolvimento de um Ambiente Virtual para o Ensino de Medicina e Psicologia na Análise Preliminar de Processos de Disigner.Universidade Federal do rio de Janeiro, RJ. http://www.abed.org.br/congresso2008/tc/5112008113754AM.pdf, acedido em 27/02/10.
Wang, F., & Hannafin, M. J. (2005). Design-based research and technology-enhanced learning environments. Educational Technology Research and Development, 53(4), 5-23. http://projects.coe.uga.edu/dbr/explain01.htm#references, acedido em 27/02/10.
Análise da Entrevista
Segundo Bardin (2009, p. 44), análise de conteúdo é o “conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens”.
Partindo desse conceito procuramos realizar a análise do conteúdo da entrevista realizada por mim e pelo colega Marco Antônio Vezzani. A seguir contextualizarei o tema da análise, as categorias e subcategorias nas quais nos debruçamos a fim de tentarmos distinguir algumas unidades do contexto.
Contexto
O colega Marco Vezzani construiu uma análise a meu ver bastante correcta, na qual revela respostas às questões abertas e semi-estruturadas de acordo com a temática escolhida. Ou seja: “a utilização das redes sociais por parte de docentes, em actividades lectivas e não lectivas”.
Por se tratar de um exercício, obviamente busquei comparar a análise da entrevista realizada pelo colega Marco, com a análise da entrevista realizada por mim.
Inicialmente percebi alguma diferença na formação da nossa entrevistada, pois realizei a minha entrevista com uma professora de Língua Portuguesa e Literatura do Brasil, que atende uma escola técnica de nível básico. Enquanto que o colega Marco Vezzani realizou sua entrevista com uma professora Especialista e Docente convidada para o Curso de Engenharia do Trabalho da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Embora nossas entrevistadas tenham formações diferentes, busquei analisar nossos pontos convergentes e divergentes nas categorias e sub categorias escolhidas.
Praticamente a escolha das categorias tanto para mim, quanto para o colega, foram as mesmas no que se refere aos indicadores e unidades de registo. No meu caso, para a categoria “Dados Pessoais”, identifiquei como categoria denominada “Perfil” e subdividi o perfil em: “pessoal e profissional”. Já o colega Vezzani criou a categoria “Dados Pessoais” e subcategorias: gênero, idade, formação acadêmica, área de atuação. Vejo aqui uma divergência apenas no que diz respeito à distribuição das subcategorias. Observei e acredito que o colega Marco está correcto em relação à escolha das categorias: “perspectiva em relação s redes sociais” e “uso das redes sociais para o futuro”. Creio que se fizer uma junção com as categorias adoptadas por mim, poderia dizer que a categoria “Grau de acesso as redes sociais” poderia ser adoptada como uma subcategoria do Vezzani.
Notei também na análise do Vezani a escolha de um único tema, que, em relação à minha análise, difere na escolha de quatro temas distintos para cada categoria escolhida. São eles: 1. Dados da entrevistada; 2. A utilização das tecnologias na sala de aula; 3. Utilização das redes sociais por professores em contexto educativo; 4. Influência das redes sociais no ensino-aprendizagem. Por exemplo: para o tema “A utilização das redes sociais por professores em contexto educativo”, escolhi como categoria “quais redes sociais conhece?” e, “Já ouviu falar em outras redes sociais?”. Já o colega Vezzani preferiu identificar as categorias como: 1. Dados pessoais; 2. Formação 3. Senso crítico; 4. Expectativas.
Em relação às categorias “senso crítico” e “expectativa”, creio que essas duas categorias poderiam se adequar ao meu tema, “A utilização das novas tecnologias na sala de aula” e ao meu subtema: “Qual o objetivo do uso das tecnologias na sala de aula?”. Na verdade, se juntarmos as duas entrevistas poderemos obter quase que as mesmas categorias para respostas diferentes, porém, se bem analisadas, creio que podem nos levar a reflectir sobre os mesmos resultados.
Conclusão
No geral das duas entrevistas, percebe-se que as duas professoras entrevistadas acreditam no uso das redes sociais em contexto educativo, desde que haja um incentivo para formação continuada, bem como, disponibilização dessas ferramentas para os professores nas suas respectivas unidades de ensino.
Em outra perspectiva, acredito que as respostas das professores entrevistadas provocaram nos entrevistadores que pesquisar o uso das redes sociais pode levar a outros desdobramentos teórico-práticos, no contexto da dinâmica escolar. Essa idéia se justifica nas respostas às questões das duas entrevistas analisadas.
Pudemos perceber o quanto ainda é necessário que nas escolas, haja um processo de conscientização crítica em relação ao uso das tecnologias da informação e comunicação. Além disso, percebemos que houve um consenso dos professores entrevistados ao mencionarem que toda tecnologia na sala de aula, bem trabalhada, pode complementar o processo de ensino aprendizagem de qualquer área do conhecimento. Bem como, no que diz respeito à formação dos professores, ainda não temos condições suficientes para entender o processo de aprendizagem mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação.
Bibliografia
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Edição Revista e Actualizada. Lisboa: Edições 70, 2009.
09/02/2010
Exercício de Analisar Entrevista
Embora tenha realizado a entrevista em 27/01/2010, o processo de análise está sendo construído. Para ajudar nessa etapa, a professora Alda, disponibilizou no espaço do fórum de discussão uma planilha na qual pudemos iniciar nosso trabalho de análise.A idéia é fazer uma análise do conteúdo da entrevista realizada, e depois, trocar com um colega a fim de juntarmos possíveis categorias e subcategorias, de modo a passar para uma fase de validação.
Percebi que, no capítulo IV do Livro Análise de Conteúdo (Laurence Bardin), há alguns exemplos que podem nos ajudar na elaboração dessa análise.Desse modo, continuarei essa fase no próximo post.
Realização da Entrevista
Após a criação de um Guião colaborativo pelos estudantes dos Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia, cada Mestrando entrevistou um colega professor.
Os objectivos da investigação foram:
1.Conhecer o que pensam esses professores sobre as redes sociais (Facebook, Myspace, Twitter, Hi 5, etc…)
2. Identificar o modo de participação (hipotética ou real) numa rede social;
3. Evidenciar as expectativas que estes têm sobre o seu uso no ensino.
Embora deveria ser anônima, conseguimos com autorização da entrevistada publicar a imagem, bem como o conteúdo da entrevista transcrito aqui.
10/01/2010
05/01/2010
Elaborando um Guião colaborativo
Os ajustes e sugestões feitos pelos demais colegas do Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia tem como objetivo a elaboração de um guião colaborativo.Desse modo, em breve será postado neste blog, o resultado do trabalho que está sendo criado numa Wiki da plataforma Moodle, onde está hospedado nosso curso.
Minha intervenção para o início deste trabalho foi a seguinte:
Olá caros colegas Robaud e Monteiro.
Li a opinião dos dois e concordo, particularmente com o Roubaud na questão dos “porquês nãos”. Embora queiramos saber o quanto às redes sociais são utilizadas em contextos educacionais, penso que numa eventual dissertação precisamos dados, tanto positivos, como negativos. Esses dados podem nos dá mais argumentos para controvérsias que possam surgir pela banca examinadora...
Como estamos simulando uma investigação, creio que esse ensaio deva servir para possíveis adaptações particulares. Portanto, considero as questões pertinentes, e até penso que deveriam ser questões mais abertas, como por exemplo: usa as redes sociais em contexto educativo? Como? Para quê? Ou, se não usa, quais as razões? Desse modo, além de fazer o entrevistado reflectir um pouco mais, suas respostas poderiam nos ajudar a construir a defesa de modo mais democrático, colaborativo, e não apenas pessoal. Posso estar equivocada com essa minha opinião. Se estiver, fiquem à vontade para concordar, ou não.
30/12/2009
Ainda comentando Guiões
Gostei muito do guião apresentado e da maneira como formularam as questões. Parece-me que o universo de 40 professores escolhidos para a entrevista está bem. Apenas chamo atenção para a questão do tempo que me parece muito pouco para se obter respostas mais reflectidas. Acredito que se dobrar esse tempo, ficará melhor para se conseguir respostas ao problema indicado. Do mais, estou de acordo com os comentários já feitos pelos colegas. Parabéns ao grupo!
Para o Grupo Sherlokianos:
Li vosso trabalho e fiquei satisfeita com o conteúdo da entrevista e a maneira como esta será conduzida. No geral está ótimo! Apenas chamo atenção para os mesmos itens já referidos pela colega Áurea. Do mais, meus cumprimentos pelo trabalho realizado. Abraço,
Josete
29/12/2009
Meus comentários aos Guiões dos colegas
Apenas hoje consegui postar minha opinião e comentários a respeito do vosso guião.
Gostei muito da estrutura escolhida e também da forma como a entrevista será conduzida. Fiquei em dúvida com relação à quantidade de professores. Como são apenas cinco por escola, não sei se não é um número muito pequeno para representar um “universo”. Quanto ao tempo da entrevista, achava que 30 minutos seriam suficientes, mas depois, analisando bem pelo número de questões, creio que 45 minutos são suficientes, porém, pode ser cansativo.
Quanto a distribuição e conteúdo das questões, creio que estão muito bem elaboradas e organizadas. Abraço,
Josete
20/12/2009
Comentários dos colegas sobre o Guião de Entrevista Alémar.
por Paula Simões - Sábado, 19 Dezembro 2009, 22:08
Boa noite
Considero que conseguiram um bom trabalho, dentro do que se pretendia, um guião de entrevista. Acho importante referirem os procedimentos seguidos durante a entrevista, embora ache que para ser mais fácil essa condução poderiam ter tido em conta situações e procedimentos mais específicos e talvez mais alargados aos possíveis imprevistos.
Quanto às questões, estando bem elaboradas considero que talvez seja difícil chegarem no final da entrevista à questão de investigação formulada sobre as expectativas que os professores possam ter relativamente à utilização das redes sociais, uma vez que limitam essa opinião a questões fechadas. Creio que ganhariam se as abrissem e dessem margem para o entrevistado expor as suas ideias.
04/12/2009
Passos para a Elaboração do Guião de Entrevista da Equipa Alémar
"As entrevistas são semi-estruturadas e inserem-se num estudo de caso sobre as representações de professores do ensino básico/secundário que sejam amigos pessoais dos estudantes do Mestrado em Comunicação Educacional e Multimédia/MCEM. (estamos a forçar um pouco o caso, mas é para efeitos de trabalho prático).
São três as questões de investigação:
1) O que pensam esses professores sobre as redes sociais a exemplo do Facebook, Myspace, Twitter, etc?
2) Como é que vêm a sua (hipotética/real) participação numa rede social?
3) Que expectativas têm sobre o seu uso no ensino?"
A elaboração do guião seguiu os seguintes passos:
Selecção da amostra dos sujeitos a entrevistar (50 professores do ensino básico e secundário em efectividade de funções de qualquer grupo disciplinar e que trabalham com redes sociais;
Descrição do perfil dos sujeitos (área disciplinar, habilitações académicas, idade, tempo de serviço);
Definição do propósito da entrevista (trabalho de mestrado);
Estabelecimento do meio de comunicação (oral);
Elaborar as perguntas de acordo com a problemática a investigar.
Procedimentos durante a entrevista
Serão adoptados os procedimentos de acordo com o protocolo utilizado nestas situações de modo que o entrevistado seja esclarecido sobre o que se pretende e quais os objectivos. Dentro, ainda, do protocolo, as entrevistas terão um tempo de duração compreendido entre 15 a 30 minutos cada uma. Esse tempo será testado antes, a fim de verificar se está adequado. Contudo há que se salientar que o(s) entrevistador(es), quando habilitado(s) adequadamente, poderá(ão) levar valores de tempo dentro desse intervalo.
Convém salientar que será comunicado aos entrevistados detalhes sobre os direitos garantidos, a fim de promover um clima agradável, de privacidade e de registro de tudo o que será dito e ouvido.
Critérios para determinação do universo amostral e requisitos a serem considerados na escolha da amostra.
Serão adoptados os procedimentos para a determinação do universo amostral e cálculo da amostra de acordo com os parâmetros elencados a seguir:
será uma amostragem não probabilística, com sujeitos escolhidos por critérios já elencados anteriormente;
será uma amostragem intencional.
O guião de entrevista completo poderá ser visto e baixado aqui.
Técnicas de Entrevista
tecnicas_de_entrevista
19/11/2009
Amostragem
As técnicas de amostragem são geralmente utilizadas nos estudos como, inquéritos sociais, pesquisas de opinião, enquetes etc. As principais técnicas de amostra são:
Amostra ao acaso e amostra estratificada, por serem consideradas de alto grau de confiabilidade para a inferência estatística.
Na amostra ao acaso, também é denominada por seleção aleatória simples, as unidades do universo devem ser arranjadas de maneira que o processo de seleção dê igual probabilidade de seleção para cada unidade do universo. Pode ser realizada por:
Acaso ou sorteio
Lista de intervalos regulares;
Tabelas randômicas (tabela de números aleatórios), ou escalas, etc...
A amostra estratificada, também denominada seleção aleatória estratificada, inclui o acaso, mas, busca melhorar a representatividade quando o universo é heterogêneo e multiforme. Esta requer amostras compactas, como subgrupos, “estratos”. Neste caso o pesquisador deve determinar a proporção adequada de cada “estrato” em relação à amostra total, para depois efetuar a amostra ao acaso (seleção aleatória simples).
Segundo a autora, as técnicas de amostragem também apresentam limitações, as quais apresentamos na figura abaixo:
(quadro “limites de amostragem”, Pádua 2007, p. 68)
18/11/2009
Análise da Dissertação
O caso analisado refere-se à implementação de um programa de portfólios eletrônicos para uma turma de alunos do 9º ano de escolaridade, no contexto da disciplina de Matemática.
No caso aqui, as questões foram direcionadas aos alunos e aos professores, de modo a responder o problema do papel da internet no processo de construção do conhecimento. As respostas dos alunos, assim como, a observação de suas práticas, demonstraram que embora a internet possa oferecer uma diversidade de serviço e escolhas, há necessidade de se colocar critérios para o processo de seleção da informação desejada. Da mesma forma, o questionário realizado com os professores, demonstrou que ainda necessita muita pesquisa e análise, além de um vasto projeto de mudança de paradigma, que lhes permita questionar suas práticas, e propor soluções de melhoria. Além disso, ficou comprovado da necessidade de muita reflexão crítica em relação ao uso da internet no processo de construção do conhecimento.
Acredito que o emprego do questionário nos leva a considerar que a autora se utilizou do método quantitativo, e que, a quantidade de questões vem de encontro aos objetivos da investigação.
O fato de terem questões de múltipla escolha justifica que a pesquisa foi realizada com 350 alunos e 110 professores. Houve uma prévia realizada com 20 alunos e 10 professores a fim de validar o projecto e permitir verificar dificuldades, rever dúvidas e sugestões dos intervenientes. Além disso, a validação permitiu corrigir aspectos de forma e conteúdo, bem como, formular questões e acrescentar dois novos tópicos.
Métodos de Recolha de Dados
Pesquisa bibliográficaO pesquisador pode se utilizar de um desses recursos ou uma integração entre dois o mais, dependendo do seu objeto de pesquisa, por exemplo, pesquisa bibliográfica complementada com entrevistas.
Pesquisa experimental
Pesquisa documental
Entrevistas
Questionários e formulários
Estudos de caso relatos de experiências/ relatórios de estágios,
Observação sistemática.
Os questionários são instrumentos de coletas de dados preenchidos pelo informante sem a presença do pesquisador. Deve-se ter o cuidado de limitar o questionário em sua extensão e finalidade, a fim de que possa ser respondido num curto período de tempo, com limite máximo de trinta minutos. Na elaboração do questionário é importante determinar quais são as questões mais relevantes a serem propostas, relacionando cada item à pesquisa que está sendo feita e à hipótese que se quer demonstrar, provar ou verificar. Se o questionário for enviado pelo correio tradicional ou eletrônico é necessário enviar antes uma carta de apresentação, que deve conter indicações sobre:
Qual a finalidade do estudo;Tanto o formulário como o questionário se constituem de perguntas fechadas e padronizadas, e, portanto, mais fáceis para se tabular e codificar, proporcionando comparações com outros dados relacionados ao tema pesquisado. Sendo assim o questionário se identifica como um instrumento de pesquisa quantitativo. As perguntas devem ser ordenadas das mais simples para as mais complexas, possibilitando uma única interpretação e a apresentação de uma idéia por vez.
Como deve ser preenchido o questionário;
Se há necessidade de identificação pessoal, ou não.
Se não, é preciso garantir o anonimato;
E como devolver o questionário preenchido.
Vale dizer que embora o questionário seja um instrumento de quantificação fechado, não exclui a idéia de se fazer algumas perguntas abertas, das quais se exige uma resposta mais pessoal, espontânea, que possa trazer dados importantes para uma análise qualitativa. Essa opção de colocar perguntas abertas num questionário fica a critério do pesquisador.
Referências Bibliograficas
Pádua, E. M. M. (2007). Metodologia da Pesquisa: abordagem teórico-prática. 13a ed. Papirus. Campinas, SP.
Severino, A. J. (2008). Metodologia do Trabalho Científico. 23a ed revista e atualizada. Cortez Editora. São Paulo, SP.
03/11/2009
Tema I "O processo de Investigação"
Entendi que antes de realizar um trabalho investigativo é preciso ter claramente o seu objeto de investigação e uma questão “problematizadora”. Esta questão pode ser elaborada a partir da vivência ou intuições pessoais do investigador. Além disso, o investigador precisa levar em conta as leituras, os cursos, os debates e outras contribuições trazidas do seu contexto acadêmico, profissional e cultural. Esta questão problema aliada ao objecto da investigação precisam ser muito bem formuladas, caso contrário, podem criar incoerências na escolha do método a utilizar.
O registro do processo de investigação se dá por meio de um “projecto”, o qual deverá ser planeado de modo a possibilitar a organização, não apenas a respeito dos procedimentos teóricos e metodológicos, mas também, em termos de distribuição do tempo, a fim de contemplar todas as etapas e cumprimento das mesmas. O registro do projetcto deve ser preciso, e com rigor necessário para uma investigação científica. As etapas do projecto devem se completar em si para que o mesmo ganhe consistência e validade. Do mesmo modo, devem ser feitas as análises dos dados e o levantamento bibliográfico. Finalmente será feita a elaboração da escrita com os resultados e conclusões.
Pesquisa Qualitativa x Pesquisa Quantitativa
De acordo com Severino fala-se em abordagem quantitativa e abordagem qualitativa, pois, essas designações referem-se ao conjunto de metodologias, envolvendo, eventualmente, diversas referências epistemológicas, como por exemplo, o modelo de conhecimento científico, denominado "positivista". Este modelo adequou-se perfeitamente à apreensão do mundo físico, tornando-se modelo até das ciências que pretendiam conhecer o mundo humano. Quando o homem era considerado puramente objeto natural, seu conhecimento deixava escapar importantes aspectos relacionados com sua condição específica de sujeito. Neste caso, o método experimental-matemático, puramente quantitativo é ineficaz.
Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa?
"O objeto do Conhecimento é produto da atividade humana e como tal - não como mero objeto da contemplação – é conhecido pelo homem" (Adolpho Sanchez Vasquez)
Dissemos anteriormente que, a pesquisa quantitativa vem da tradição das ciências naturais, onde o conhecimento dos fenômenos é medido matematicamente por meio de escalas numéricas. Filosoficamente, esta pesquisa baseia-se numa visão dita “positivista”, na qual a capacidade de conhecer o mundo real fica representada pela mensuração matemática.
A essência da pesquisa quantitativa na Educação é que esta dispõe de instrumentos técnicos, que segundo Severino (2007), são métodos aptos a superar limitações subjetivas da percepção. Ou seja, entende que a apreensão dos fenômenos do mundo, é feita através de uma experiência controlada, na qual as interferências qualitativas são eliminadas.
Já para autor Hartmut Günther (2006), há uma distinção mais acentuada entre a pesquisa qualitativa e a pesquisa quantitativa no que diz respeito à interação dinâmica entre o pesquisador e o objeto de estudo. No caso da pesquisa quantitativa, dificilmente se escuta o participante após a coleta de dados. Uma inclusão de acontecimentos e conhecimentos cotidianos na interpretação de dados, depende, no caso da pesquisa quantitativa, da audiência e do meio de divulgação.
Portanto, qualitativo, ou quantitativo, o método de pesquisa escolhido implica em coerência e técnica. A técnica podemos dizer que é a preparação da documentação, a entrevista, o questionário, a observação e a conclusão para o adequado desenvolvimento da investigação
Para saber mais...
Pesquisa Qualitativa Versus Pesquisa Quantitativa: Esta É a Questão?
Pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa: Perspectivas para o campo da etnomusicologia.
Severino, A. J. (2007). Metodologia do Trabalho Científico. 23a ed revista e atualizada. Cortez Editora. São Paulo, SP.
22/10/2009
Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?
Pesquisadores perceberam que para o estudo e conhecimento do homem outros paradigmas podem ser utilizados e igualmente satisfatórios. Dessa lógica as Ciências Humanas passaram a se realizar sob a referência teórica metodológica do “Funcionalismo”. O Funcionalismo se apóia no pressuposto de que toda atividade social e cultural é funcional. Ou seja, o papel das Ciências humanas é de identificar essas relações, descrevendo seus processos e explicitando suas articulações a partir de uma abordagem “empírica”, com métodos apropriados.
Outro paradigma é o “Estruturalismo”, ou seja, corrente epistemológica inserida na tradição positivista que tem referência em pensadores como Levi Strauss, Lacan e Focault. O estruturalismo se apóia no pressuposto de que todas as formas de vida social se organizam sob o modelo de sistemas estruturados.
Um terceiro paradigma mencionado por Severino é o paradigma “Dialético” que se baseia em pressupostos considerados pertinentes à condição humana e as condutas dos homens. O paradigma dialético está ligado à "investigação antropológica", conduzida sob inspiração "hermenêutica" e pressupõe que a realidade da existência humana só se faz conhecer pelo viés da cultura.
Dessa leitura quase complexa pude concluir que a relação entre os paradigmas existentes e os métodos de investigação está na fundamentação teórica que sustenta o objeto de pesquisa e sua problematização. Essa relação dos paradigmas com o método, a meu entender está nas escolhas do pesquisador, de como organizar as etapas da sua investigação, de como fazer a análise do conteúdo da pesquisa e dos seus resultados.
Que métodos se podem definir em investigação educacional?
Estrutura Metódica e planeada segundo Severino:
1. Elaboração de um projeto de pesquisa
2. O levantamento de fontes referentes ao objeto
3. A atividade de pesquisa e a prática da documentação
4. A análise dos dados e a construção do raciocínio demonstrativo
5. A redação do relatório com os resultados da investigação.
Severino ressalta a importância do planeamento antes de realizar um trabalho de investigação. Ou seja, precisa um registro da investigação, um “projeto”.
Para a elaboração desse projeto o investigador precisa ter bem claro o objetivo da investigação e como ele está problematizado. Qual hipótese que está levantando para resolver o problema, quais elementos teóricos pode contar, quais recursos instrumentais dispõe para levar adiante a pesquisa, e quais etapas pretende percorrer?
O investigador precisa vivenciar "uma questão problematizadora". Para isso, poderá colher elementos do contexto acadêmico, profissional e cultural em que vive. Em relação ao tipo de investigação, todo o trabalho necessariamente precisa ter uma procedência de trabalho científico, ou seja: de pesquisa, de reflexão pessoal, autônomo, criativo e rigoroso.
Referências Bibliograficas
Pádua, E. M. M. (2007). Metodologia da Pesquisa: abordagem teórico-prática. 13a ed. Papirus. Campinas, SP.
Severino, A. J. (2008). Metodologia do Trabalho Científico. 23a ed revista e atualizada. Cortez Editora. São Paulo, SP.
Como caracterizar um estudo de caso em investigação?
Veja figura segundo Pádua, 2007
Como começar uma investigação?
Parafraseando Marco Vezzani, podemos dizer que num processo de investigação o primeiro passo a ser dado é o da observação, pois a partir dela buscar-se-ão as respostas às perguntas como “porque tal fenômeno ocorre?” ou “que relação este fenômeno tem com aquele?”. Para estas perguntas, buscar-se-á formular as possíveis respostas ou as denominadas hipóteses. Estas visam a busca de diversas informações já conhecidas, sendo suposições testáveis e, a partir delas, são realizadas deduções, que prevêem o que pode acontecer caso estejam corretas.
Desta forma, os testes experimentais e/ou novas observações são realizados para testar as hipóteses e averiguar se as deduções podem ser confirmadas ou refutadas. Assim, uma hipótese aceita, deverá ser divulgada a fim de auxiliar trabalhos posteriores de outros pesquisadores, através de publicações, apresentações em eventos, congressos e comunicações pessoais como esta.
Convém, elencar que uma hipótese confirmada por inúmeras experimentações, irrefutável num espaço temporal, poderá se tornar uma teoria - conjunto de leis, conceitos e modelos - que busca explicar diversos fenômenos. Entretanto, mesmo uma teoria bem consolidada, ainda é passível de mudança. Finalmente, a realização de novas observações e teorias faculta a possibilidade de novas descobertas, surgindo daí a imprescindivibilidade de uma pesquisa.
Quais as características de um bom problema de investigação?
Pádua apud Dusilek (1986, p.67) diz que “Formular é expressar de forma precisa, afirmar definida e sistematicamente”. Portanto, para se caracterizar um bom problema, após a escolha do tema, o pesquisador deverá delimitá-lo, pois geralmente o tema escolhido tem uma amplitude que comporta vários estudos e interpretações. A tarefa do pesquisador é decompor o tema e selecionar com precisão o seu campo de atuação. Neste sentido, a escolha do problema se torna uma tarefa difícil que exige reflexão crítica do pesquisador, originalidade e conhecimento científico. Alguns aspectos devem ser levados em consideração, entre eles, o enunciado do problema o qual inicia o processo de investigação, bem como, orienta a coleta de dados, e determina os resultados da pesquisa.
Etapas a percorrer no processo de investigação:
Etapa I – O projeto de pesquisa
Etapa II – A coleta de DadosEtapa III – A análise dos DadosEtapa IV – A elaboração da escrita
Organização dos documentos
Os documentos obtidos na pesquisa devem ser organizados em ordem cronológica e separados individualmente a fim de serem analisados, classificados e interpretados a partir da coleta de informações. Esta etapa envolve o estabelecimento de relações existentes entre os dados, ou seja:
• Pontos de divergência
• Pontos de convergência
• Tendências
• Regularidades
• Princípios de casualidade
• Possibilidades de generalizações.
Se necessário faz-se tratamento estatístico dos dados
Referência Bibliográfica:
PÁDUA, E. M. M. Metodologia da Pesquisa: abordagem teórico-prática. 13a ed. Papirus. Campinas, SP.(2007)
SAMPIERI, R. H et al. Metodologia de pesquisa. 3 ed. São Paulo: McGraw-Hill Interamericana do Brasil Ltda. (2006).






